Estarei a enlouquecer ou sempre fui mais louco que um louco?
Acho que me sinto extremamente rico, rico de loucura. Se a partilhasse com todo o mundo viveríamos num manicómio gigante que teria o nome de Terra. Ou, será que é aí onde vivemos e a loucura passou a normalidade? Serei eu o anormal? Ou neste caso o normal rodeado de anormalidade? A maioria define o normal e a minoria a anormalidade? Mais fácil ser, apenas ser. Sou!
Preciso de um psicólogo! Talvez o psicólogo me precise, para aprender, conhecer outra realidade, poder enlouquecer um pouco os diferentes.
Vida monótona e rotineira, louca e anormal. Caminho caminho, espero chegar.
Sou.
Sunday, October 26, 2008
Wednesday, October 22, 2008
Mariposa
Procurar.
Encontrar.
Delicadamente pegar-lhe
Sussurrar-lhe aquilo que tanto se quer
Deixa-la partir…
Subirá até não mais dar
Mas o nosso pedido lá deixará ficar!
Encontrar.
Delicadamente pegar-lhe
Sussurrar-lhe aquilo que tanto se quer
Deixa-la partir…
Subirá até não mais dar
Mas o nosso pedido lá deixará ficar!
Saturday, October 11, 2008
oditneS
Um dia, senti que sentias que eu sentia aquilo que sentias que eu poderia sentir que sentia que tu sentias por mim.
Desde então, comecei a sentir o que não sabia ser possível sentir, não tendo antes sentido tal coisa pois nao a considerava sentível.
Tanto tempo depois, o sentimento sentido ainda sente mais aquilo que um dia sentiu...
Sinto!
Fará sentido?
Desde então, comecei a sentir o que não sabia ser possível sentir, não tendo antes sentido tal coisa pois nao a considerava sentível.
Tanto tempo depois, o sentimento sentido ainda sente mais aquilo que um dia sentiu...
Sinto!
Fará sentido?
Friday, October 3, 2008
Parede

Entrei.
Nuvens brancas me observavam
E entre quatro delas estava eu.
Nunca me tinha sentido tão vazio antes,
Tão branco. Quase incolor.
Tecto pesava em mim.
Meu branco calçado já flutuava
Na lua reflectida assim.
Não aguento, não posso…
Este vazio pesa-me demais,
Giro, regresso e não encontro a saída.
Minha alma já não tem porta.
Nuvens brancas me observavam
E entre quatro delas estava eu.
Nunca me tinha sentido tão vazio antes,
Tão branco. Quase incolor.
Tecto pesava em mim.
Meu branco calçado já flutuava
Na lua reflectida assim.
Não aguento, não posso…
Este vazio pesa-me demais,
Giro, regresso e não encontro a saída.
Minha alma já não tem porta.
Deito-me. Fecho-os…
Saio para sempre
Thursday, October 2, 2008
Changchow
Caracterizar o objecto desconhecido poderia fazer com que este se desse a conhecer, deixando deste modo de ser anónimo. Para quê caracteriza-lo?
Tinta da China. Série de pontos, todos bem juntos criaram um rosto, definiram as curvas, criaram uma temperatura, misturaram odores.
Um pouco mais deste.
Mais acima.
Esse nao se ouve.
Caracterizado está.
Tinta da China. Série de pontos, todos bem juntos criaram um rosto, definiram as curvas, criaram uma temperatura, misturaram odores.
Um pouco mais deste.
Mais acima.
Esse nao se ouve.
Caracterizado está.
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