Thursday, September 25, 2008

Ponto no Ponto.


Sempre olhei para ele como algo muito pequeno, visto que na area total caberia uma imensidao deles. Uma agulha seria demasiado fina para cobri-lo na totalidade. Duas ja seriam demasiado fortes, causando a destruicao do mesmo.


Mas se existem tantos, para que esconder parte de duas agulhas no mesmo?

Vamos entao partir na descoberta de novos pontos, uns vizinhos, outros mais distantes mas nao menos vizinhos que os anteriores.

Depois de uma certa analise, coragem e um pouco de loucura la se deslocou para um ponto mais distante, comecando a perfura-lo, lentamente... sentindo, vivendo, conhecendo e absorvendo tudo o que esse ponto poderia oferecer. Uns onze meses depois, talvez dez comecou a sentir-se demasiado cravado.


Estaria no momento de saltar para o ponto seguinte?

Olho, procuro penso qual sera o proximo. Pontos deixam saudades, recordacoes e emocoes. Algumas ficam para sempre na origem, outros serao para sempre transportados, jamais se esquecerao.


Oceanos, montanhas, rios, vegetacao, antepassados, saudade ponto

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Sunday, September 7, 2008

A Normal


Mil nove centos e setenta sete, apenas ou já, 29 anos de vida. Bonita, pele clara, sardas espalhadas pela face, um olho sempre mais atento do que o outro. Perfumes exóticos nunca a entusiasmaram, contudo o azul cheiro do mar sempre a relaxou, a fez acreditar e sonhar que conseguia admirar o imenso oceano.
“Serei tão normal como todos os outros?” – perguntava-se.
Sempre se considerou normal, normal dentro da normalidade. A sua normalidade. A experiência de vida que tinha era normal, a saudade que tinha da falecida mãe era normal, assim como a sua altura, coragem, personalidade, desafios, amigos… tudo não passava de coisas… normais!

do Lat. normale
adj. 2 gén.,
conforme à norma ou à regra comum;
que serve de regra, de modelo;
exemplar; habitual; ordinário;


Cansada, da rotina adormeceu…

Acordou mais tarde, mais perto do fim do século, mas não ainda no ano mil novecentos e noventa e nove. As crianças gritavam a sua volta, uns pequenos declives notavam-se na face, quatro chamadas perdidas no telefone. Seu estômago queixava-se de fome.
Ao longe via-se a cidade, adormecida pela sombra da serra.

Que ambiente estranho a rodeava, Anormal desorientada, perdida, confusa… adormeceu!

Tuesday, September 2, 2008

Dilema


Porque não um dia encontrar essa coragem nunca perdida, ou talvez ainda nunca encontrada.

Porque não usufruir da mente tão pouco utilizada mas tão complexa e sempre com vontade de descobrir mais?

Porque não apenas transcrever as ideias que atormentam os meus pensamentos e lentamente começar a libertar-me das mesmas.

Não pretendo com isso apagar, mas conserva-las e assegurar que fiquem eternamente registadas. Deste modo terei oportunidade de não estar constantemente a transbordar e perder o que cai, mas conservar tudo. Tornando-se esta numa mente de um individuo muito mais eficiente e que pretende que a mesma evolua, cresça, se desenvolva e se ‘mute’ a modernidade.

Dilema 1 – publico alvo?
Talvez alguém que não tenha muitas preocupações com a sociedade em geral e que por outro lado se preocupe e pense demasiado em si mesmo.

Dilema 2 – o que vai mudar?
Mais uma vez se entra no campo egoísta. Sim, eu vou mudar, eu vou amadurecer, eu vou poder sentir um orgasmo de palavras e sentimentos, seguido de um grande relaxamento e queda da pressão arterial constante.

Dilema3 – frequência?
Assiduamente, sempre que sentir necessidade ou simplesmente precise de ejacular as ideias!

Deste modo será possível conhecer novos parceiros, aventureiros que sempre com precaução pretendam juntar fluidos e convergir ideias, de forma a um dia, conseguirmos atingir o climax da accao!

Embriagado de agua e sono será uma dos pontos chaves para conseguir brilhar registando as ideias sobre fundo preto, sem nunca deixar que as mesmas escureçam demasiado…

(imagem: John Gilber Sculpture, DILEMMA)